Porque preciso de ter mentoria?

Mentoria Bracing.pt

Disse um dia Warren Buffet “Mais vale um bom investimento do que uma boa ideia!”. Porque nos chama a atenção esta afirmação e o que tem isto a ver com a Mentoria?

São conhecidos vários exemplos de situações que ilustram esta ideia, desde a Coca-Cola até ao McDonalds – negócios onde o ganho veio do seu investidor e não de quem teve a ideia – e, tenho a certeza o nosso leitor estará, neste momento, a lembrar-se de outras.

Warren Buffet ao reforçar a importância do investimento versus a criação do negócio – a start-up de quem teve a ideia – está a mostrar que, no mundo do “ganhar dinheiro” é mais fácil o processo de scale-up do que o de start-up. Este último incorpora uma enorme dose de incerteza enquanto o primeiro já apresenta o negócio testado e permite ao investidor utilizar as suas capacidades de boa gestão e também “faro” para expandir o negócio e chegar ao tal “ganhar dinheiro”.

Dir-nos-á o leitor “então não vale a pena iniciar start-ups! Ou mesmo ter ideias!”. Discordamos, e aqui entra a importância da Mentoria!
Sim, vale muito o esforço de ter ideias e iniciar negócios, mas, como diz o provérbio português “Cautelas e caldos de galinha nunca fizeram mal a ninguém”. Então por onde começar? Que nem uma verdade de La Palice, pelo princípio… Mas, como posso eu saber onde está esse princípio?

É aqui que entra o MENTOR e o processo de MENTORIA. Voltaremos no final desta análise a este ponto.
Mas antes, atentemos na definição de “Start-UP” seguindo a definição de Alexandre Osterwalder: Uma Start-Up é uma organização temporária desenhada para pesquisar um repetível e escalável modelo de negócio. A definição de start-up utiliza 4 conceitos fundamentais: Organização; Temporária; Repetível; e Escalável. Não esqueçamos estes conceitos e ponhamo-los de reserva ao lado, que nem um Chef na confeção de um seu prato especial.

Está amplamente descrito na literatura sobre este tema que existem alguns erros que o empreendedor inicial não deve cometer, a saber:
1) A paixão de criar um negócio não é a paixão pela ideia, não testada junto de clientes, pela qual o empreendedor se apaixonou! Empreender nada tem a ver com o Empreendedor, mas com o CLIENTE!
2) Se pensa que ser empreendedor tem a ver com ganhar muito dinheiro…desengane-se! O dinheiro é um subproduto! … Que pode vir a ser muito…
3) Se toda a gente pensa que a sua ideia é má…Isso pode ser um bom sinal pois ninguém olhou para ela como você.
4) Quanto maior for a sua distorção da realidade…Maior a sua necessidade de sair do seu escritório!
5) É capaz de lidar com a incerteza? Saber decidir e pôr em prática (tática) as suas decisões (estratégia) em situações que ninguém tem certezas?
6) A Ética e os Valores são aquelas coisas que vai fazer quando a realidade começa a ser muito difícil e complicada!

Também existem algumas características inerentes a um bom empreendedor, a saber:
1) Um empreendedor deve ser implacável na execução do que decidiu fazer (e não se cansa).
2) Se criar uma equipa, esta tem de ser formada por “crentes” e não por “empregados”. Nesta fase do processo de criação do negócio, nada pior do que “velhos do Restelo”. Seja um crente fanático sem deixar de ser realista. (reservemos igualmente de lado este ponto…)
3) O empreendedor tem de ser capaz de se focar. Isto significa que não despende esforços em mais do que 2 a 3 pontos realmente importantes.
4) Sabe distinguir o que são as suas hipóteses com o que são efetivamente factos reais. Aplica o Método Científico! Tem de saber destrinçar a emoção da razão.
5) No momento em que desacreditar, no seu mais íntimo, deve pensar seriamente em abortar o processo: mais vale uma perda pequena do que uma enorme perda.

Deixamos aqui o leitor a refletir sobre estes pontos antes de continuarmos para o próximo artigo.
Não o perca!

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